quem somos

Somos o grupo vocal da Paróquia São João Batista, de Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Nosso repertório está caucado na música sacra. Nossa residência é o próprio salão paroquial, onde realizamos nossos ensaios todas as quintas-feiras, das 19h30 às 21h00. Nosso intuito: fazer música, aprender, conviver, louvar e também nos divertir. Estamos aqui para fazer a diferença. E já começamos!!! Dê uma olhada aqui, fuce, bisbilhote, encontre. Seja bem-vindo ao nosso blog!

Vozear
Ao sábado ando por aí. Sem arames farpados disfarçados de tempo. Sem caminhos aforquilhados por entes indesejados. Ao sábado só faço o que quero. Por vezes, não faço nada. Decretei que este é o dia de mim. Porque o nada é tudo, quando me coíbem vontades e me algemam a decisões. Ando e oiço vozes que amo. Chilreios e gargalhadas de rir. Francas e leais. Ao sábado como arroz doce na Dona Perpétua. São gostos e prescrições rejeitadas. Amanhã, cumprirei o cerimonial. Farei tudo com mais exuberância e vozearei por aí que é sábado. E que urge ir a correr! Para lá. Onde todos seremos poucos.
Neste sábado, eu vou lá estar. Para bramir contra a miopia de quem já não discerne a realidade. Porque estão cada vez mais disformes, deselegantes e ferozes. Há portentos assim! Neste sábado, vou estar lá! A vozear desagrados e muitos desabrimentos. E só me calarei quando a voz começar a doer. Mesmo que em silêncio. Mesmo que ninguém me coiço. Sábado vou vozear!

(Paola)
XXX
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sábado, 10 de março de 2012

Canto Coral III - Perspectivas

De nossa colaboradora Rosely Pizzolotti

O canto coral na perspectiva da Música
Sob a perspectiva da música que um coro produz, o canto coral baseia suas atividades na execução de peças musicais escritas especialmente para coro ou arranjos para coro de canções folclóricas e populares. Com ou sem acompanhamento instrumental.


Na idade média o canto coral era uma atividade reservada aos homens, portanto, os compositores arranjavam sua peças no formato TBB (tenor - barítono - baixo). Com o advento da Reforma Protestante, as mulheres começaram a participar do canto coral e os compositores se adaptaram no sentido de escrever no formato SATB (Soprano, Alto ou Contralto, Tenor e Baixo), embora os corais luteranos sejam arranjos com variações melódicas de algum cantochão original do período da Idade Média. Todos os grandes compositores escreveram para coro e o canto coral teve seu período áureo sob os compositores Giovanni da Palestrina e Johann Sebastian Bach.


Um arranjo para coro tem a característica fundamental de um Arranjo Musical e o Piano serve como o instrumento chave para o acompanhamento, quando necessário. As quatro vozes do coro são representadas igualmente na partitura deste instrumento musical.


As canções populares e folclóricas se adaptam muito bem ao canto coral e seus arranjadores, não raro, tem o status de co-autores da canção.

O canto coral na perspectiva da Fonoaudiologia

Com o recente aperfeiçoamento da Fonoaudiologia, os agrupamentos de canto coral passaram a contar com essa ciência no trabalho em prol da beleza e longevidade vocal dos cantores. A relação entre a fonoaudiologia e o canto coral se estabelece no conceito de saúde vocal e os fonoaudiólogos tem essa área como um vasto campo para trabalho e pesquisa. A fisiologia da voz, a higiene e saúde vocal, o aquecimento e desaquecimento vocal, as técnicas vocais e as especificidades da voz cantada são pontos em que o canto coral e a fonoaudiologia se encontram.


Não se pode falar em uma técnica vocal específica para canto coral. Como a maioria dos coros apresenta repertórios ecléticos (eruditos, folclóricos e populares), os especialistas apontam para a aplicação de técnicas variadas e apropriadas ao repertório que o coro executa; referem-se à técnica vocal como o modo, a maneira de cantar.

Basicamente, a técnica respiratória para o canto se sustenta no apoio diafragmático para a emissão da voz e na respiração diafragmática-intercostal. Além das técnicas relativas a respiração, emissão, projeção, articulação e dicção, o Canto Coral também se utiliza de técnicas de relaxamento físico e psíquico.


O Canto coral na perspectiva da Metafísica

O canto coral, canto coletivo, sempre fez parte integrante dos rituais místicos e religiosos do ser humano. O templo e os locais de adoração são o berço do canto coral.

fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre - Canto Coral

Canto Coral II - Tipologia e Estilos

De nossa colaboradora Rosely Pizzolotti

Tipologia
Sem levar em consideração a qualidade do coro, pode-se fracionar o canto coral nos seguintes tipos:

  • coros profissionais oficiais - normalmente ligados a uma instituição pública da área da cultura. Secretarias de cultura, fundações etc. apresentam repertórios clássicos e os cantores são músicos. Regente, preparadores vocais, cantores e músicos co-repetidores são remunerados. No mundo todo é rara a incidência deste tipo de grupo.

  • coros oficiais - são grupos de canto coral amadores; apenas o regente e músico acompanhante são remunerados; os cantores são voluntários, não obstante serem músicos. Apresentam repertório de alta qualidade.
  • coros universitários - grupos formados em universidades e faculdades. A maioria desses grupos não é ligada ao departamento de música da referida universidade, são ligados às pró-reitorias de extensão e abertos à comunidade. O regente é um professor da instituição e os cantores são pessoas da comunidade. Os coros universitários apresentam repertório de alta qualidade e costumam sagrar-se campeões em concursos internacionais. É um dos tipos mais antigos de coro.
  • coros de igreja - o mais antigo tipo de coro, os coros de igreja são formados por religiosos músicos. o canto coral se desenvolveu nas atividades dos coros de igreja. Apresentam repertório sacro e religioso de altíssima qualidade e excelência musical. Giovanni Pierluigi da Palestrina e Johann Sebastian Bach escreveram para este tipo de coro.
  • coros de empresa - são corais formados por funcionários e colaboradores dos mais diversos tipos de empresa. As empresas investem na qualidade de vida de seus funcionários e obtem resultados artísticos. Nos EUA e na Europa existem ótimos coros de empresa que realizam repertório de música popular e folclórica. É nesse tipo de grupo que os regentes obtém maior remuneração.
  • coros etários - notadamente os coros infantis e os coros de 3ª idade. É o tipo de coro onde os cantores são escolhidos pela faixa etária e funcionam como uma atividade social que sobrepuja as questões musicais. Os regentes são contratados por instituções que mantém projetos nessa área e os cantores, normalmente, pagam para participar do grupo. Desde 1990 há um crescente aumento da participação deste tipo de grupo em festivais e encontros.
  • coros de gênero - são os coros onde os cantores são selecionados por seu gênero, masculinos ou femininos. Muito repertório para esse tipo de coro foi produzido. Os coros femininos e masculinos normalmente cantam a três vozes (SMA ou TBBx) e apresentam repertório de excelência musical.
  • meninos cantores - tipo de grupo praticamente extinto, formado por meninos e homens, normalmente ligado a igreja católica. Os meninos cantavam a parte de soprano e alto e os homens as partes de tenor e baixo, muito repertório de qualidade foi produzido para esse tipo de coro. Atualmente a Capela Sistina, do Vaticano é um dos últimos remanescentes desse tipo de formação.
  • coros étnicos - os grupos se reúnem em torno da questão étnica. Normalmente executam repertório de música folclórica de boa qualidade. Alguns grupos étnicos da África produzem repertório de excelência musical e realizam turnês internacionais. Na maioria dos casos os regentes são remunerados e os cantores colaboram na manutenção do grupo.
  • coros com fins terapêuticos e sociais - recentemente (a partir de 1990) apareceram em festivais e encontros de corais grupos que se reúnem para utilizar o canto coral com fins terapêuticos, como na musicoterapia, também tem se apresentado grupos ligados a instituições sociais voltadas a jovens e adolescentes em situação de risco. Nesses grupos os regentes são contratados e assumem outros papéis.
  • coros independentes - os coros independentes são aqueles que se mantém por si próprios. Os grupos independentes normalmente apresentam repertório de alta qualidade e de todos os estilos. O grupo se mantém pela participação de cantores, regentes e comunidade. Um bom número de coros independentes se organiza no sentido de ONGs.

Estilos
  • "a cappella" - no estilo "A cappella" (em italiano), um grupo canta sem acompanhamento de instrumentos. Cada naipe executa uma parcela da harmonia da canção: um deles pode ser responsável pela melodia de cada frase musical enquanto os outros fazem o acompanhamento; ou a linha melódica se desenvolve no próprio arranjo harmônico das quatro vozes que se intercalam ou revezam a parte da linha melódica.
  • antifonal - antífona é palavra de origem grega, αντί (oposta) + φωνη (voz). Uma peça musical executada por dois coros semi-independentes, interagindo um com o outro, às vezes cantando frases alternadas, é classificada como antifonal. Em particular, a salmódia antifonal é o canto ou a execução instrumental de salmos por grupos musicais em alternância. Tradicionalmente, o estilo antifonal é cantado durante uma missa quando dois coros cantam versos com um refrão, alternadamente, durante a leitura dos Salmos.
  • responsorial - no estilo responsorial erudito e tradicional, que surge na música medieval, os solistas cantam os versos e o coro canta o refrão. Comum também noutros períodos, em cantatas e noutros estilos da música barroca, principalmente quando no uso de dois corais, e também em oratórios, e mais tarde nas óperas e até outros estilos na música popular quando há um coro, assim como em outros gêneros de obras para coro. Ainda é comum se referir ao estilo responsorial devido as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, em que, a cada frase da melodia, eles intercalam o texto.

fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre - Canto Coral

Canto Coral I


De nossa colaboradora Rosely Pizzolotti

Canto coral é o nome dado ao conjunto de atividades ligadas a um coro ou a uma capela.

Ainda que afeito à música, o canto coral vai além das questões musicais e converte-se numa atividade que envolve sociologia, psicologia, antropologia, fonoaudiologia, musicoterapia e outras ciências afins.

Ninguém pode afirmar com exatidão quando o canto coral teve início. O que se tem são registros que nos fazem supor a sua antiguidade. Um dos mais antigos se encontra na Caverna de Cogul, na Espanha, datado do período neolítico. Essa imagem nos faz crer que existia canto e dança coletivos já na pré-história e, ainda que de maneira muito rudimentar, o canto coral estava presente. Os primeiros coros aparecem na Europa por volta do ano 1000 nos mosteiros e comunidades religiosas, numa herança do culto judaico. Acredita-se, porém, que no Séc. I os cristãos já cantavam em coro, em Roma. Na Grécia Antiga se faz referência a um coro, ligado ao teatro grego.

Com o desenvolvimento da linguagem musical, no século X, tem-se registros em escrita neumática que sugerem o canto coletivo. No séc XII surgem os primeiros registros específicos de música feita para coro. Na atualidade, o canto coral é amplamente difundido e praticado em universidades, escolas, igrejas, associações, clubes e empresas, além de grupos independentes que realizam um trabalho de grande aceitação.

Regência coral

A regência coral (em latim: ars choralis) é a arte ou técnica de condução e controle de coros, e uma das especialidades do canto coral.

fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre - Canto Coral

Música Sacra II

De nossa coladoradora Rosely Pizzolotti

Música sacra, em sentido restrito (e mais usado), é a música erudita própria da tradição religiosa judaico-cristã. Em sentido mais amplo, a expressão é usada como sinônimo de música religiosa, que é a música dos cultos de quaisquer tradições religiosas.


A expressão foi cunhada pela primeira vez durante a Idade Média, quando se decidiu que deveria haver uma teoria musical distinta para a música das missas e a música do culto, e tem em sua forma mais antiga o canto gregoriano. A música sacra foi desenvolvida em todas as épocas da história da música ocidental, desde o Renascimento (Arcadelt, Des Près, Palestrina), passando pelo Barroco ( Vivaldi, Bach, Haendel), pelo Classicismo (Haydn, Mozart, Nunes Garcia), pelo Romantismo (Bruckner  Gounod, César Frank, Saint-Saëns) e finalmente o Modernismo ( Panderecki, Amaral Vieira). 


Natureza da música sacra

Argumenta-se que não há uma distinção precisa entre a música que expressa os sentimentos de natureza sagrada ou religiosa e a que expressa os demais. As obras sagradas de Bach são musicalmente similares às seculares. Mozart utilizou partes de suas composições religiosas em cantatas seculares e trechos de suas óperas para fins eclesiásticos. Uma missa também pode ser compilada somente a partir das composições seculares de Haydn.

Por outro lado, Santo Agostinho afirma que "Cantar uma vez é rezar duas" (em latim: Qui cantat, bis orat), sugerindo que há sim pensamentos e sensações que podem ser expressados pela música nos quais uma oração se oferece, separada das palavras da própria oração.

Ao contrário de artes como pintura e escultura, a Música não representa objetos físicos e é independente do pensamento proposicional.  Assim, ela pode levar as emoções humanas a lugares que outras obras de arte não conseguem, um prospecto de fuga da existência mundana. Música também é apropriada para o caráter de sacrifício do culto, particularmente na tradição cristã, sendo uma oferenda a Deus. A música é uma maneira de permitir que um grande número de fiéis formem uma efetiva comunhão, expressando sua fé e sua oferenda juntos, em público. Finalmente, a música também tem um papel evangelizador de atrair aqueles cujo entusiasmo pelos assuntos religiosos não é suficiente por si só. [1]


Música no cristianismo primitivo

O cristianismo começou como uma pequena e perseguida seita judaica. A princípio, não houve ruptura com a fé judaica e os cristãos ainda iam às sinagogas e ao Templo de Jerusalém, assim como Cristo tinha feito, e, presumivelmente, ainda mantinham as mesmas tradições musicais em seus encontros privativos. O único registro de música comunal nos Evangelhos é no último encontro entre os discípulos antes da crucificação de Jesus [Mateus 26:30]. 

Fora dos Evangelhos, há uma referência a São Paulo encorajando os efésios e os colossenses a usarem salmos, hinos e músicas espirituais [ Efésios 5:19 e Colossenses 3:16].

Posteriormente, há uma referência em Plínio, que escreve para o Imperador Trajano (r. 61-113) pedindo conselhos sobre o que fazer com os cristãos da Bitínia e descreve a prática que eles tinham de se encontrar antes do nascer-do-sol e repetir, antifonalmente, "um hino para Cristo, como se fosse para Deus". A salmódia antifonal é a música cantada ou tocada de forma alternada por grupos distintos. A estrutura simétrica dos salmos hebreus torna possível que este método antifonal tenha  originado os serviços litúrgicos dos antigos israelenses. De acordo com o historiador Sócrates Escolático, a introdução deste tipo de canto no culto cristão se deu por causa de Inácio de Antioquia (m. 107) que, numa visão, descreveu os anjos cantando em coros alternados. [2]

O uso de instrumentos na música do cristianismo primitivo, no final do século IV e início do V, parece não ter tido boa recepção. Tradicionalmente, acredita-se que a adoção do órgão se deu no tempo do Papa Vitaliano, no século VII.


[1] Oxford Companion to Music, article 'Church Music'
[2]  Schaff and Wace, book VI, chapter VIII, vol 2, p 144


fonte: Wikipédia - Música Sacra

Música Sacra I

De nossa colaboradora Rosely Pizzolotti

A história da música sacra confunde-se com a história da música universal. Muitos dos grandes mestres da música fizeram obras para louvar e agradecer Nosso Senhor pelo dom que receberam, como J.S. Bach, W.A. Mozart e tantos outros.



Um dos mais antigos compositores da música sacra que podemos citar foi S.Paulo de Tarso, apóstolo dos tempos de Cezar, que compôs salmódias (cantos de salmo) com acompanhamento de Lira.

A música cristã tem sua origem nas catacumbas de Roma, sede do catolicismo, em cujos obscuros corredores subterrâneos celebravam-se as missas. Naquela época, ser cristão era um ato de bravura e coragem que, muitas vezes, era pago o próprio sangue. (...)

No início do séc. 4, Constantino, Imperador de Roma, converte-se ao catolicismo que, através do edito de Milão ( 313 ), torna-se a religião oficial do Império Romano. A Igreja sai das catacumbas e sobe à cidade que a perseguia.

A música sacra foi influenciada pelos gregos. Fica fácil entender essa influência considerando-se os seguintes fatos históricos: os romanos conquistam a Grécia; os professores gregos são levados a Roma para ensinar; a teoria musical grega é adotada na educação familiar Romana. Precisamos levar em conta também que, na época de Paulo, o cristianismo começou a dominar uma parte da elite culta: Panteno(morto em 190), Clemente(150-215) e Orígenes(185-254) que conciliavam a filosofia grega com o cristianismo.

Já era o tempo das Cruzadas. As missas eram cantadas na mesma melodia (gregoriana) com notas naturais. A Igreja vai se organizando e ganhando força e, junto, a música sacra. A Humanidade descobriu um modo de recuperar a cultura greco-romana preservada no Império do Oriente: Justiniano pede ajuda aos reinos do Ocidente para que expulsem os orientais que estavam tomando o seu Império. Ao mesmo tempo que uma legião saia da Europa ocidental com destino a Constantinopla, outra viria do Norte da África para a Península Ibérica com os Mouros. Os Mouros trouxeram novos instrumentos -- como o nosso violão (ou guitarra) e o alaúde -- que não foram usados na música sacra, mas impressionaram nas execuções de melodias árabes cheias de modulações.

"...A música enriqueceu-se, mas não evoluiu pelo luxo e pela pompa". Essa impressão ficou guardada em suas mentes e foi importante para a música universal.

No período barroco, muitos compositores, como J.S. Bach, começaram a utilizar essas modulações. A principal mudança foi a escala temperada: o semi tom, ou seja, as sete notas que tínhamos no canto gregoriano (naturais) se tornaram doze (temperadas), graças aos acidentes, as alterações e à divisão de comas que tornam dó# e réb com o mesmo som.

Isso tudo revolucionou a música universal e, seguindo o mesmo caminho, a música sacra (principalmente na Alemanha).



O que é música?

De nossa colaboradora Rosely Pizzolotti

A palavra grega mousikós -- "musical", "relativo às musas" -- referia-se ao vínculo do espírito humano com qualquer forma de inspiração artística. A evolução do termo, porém, limitou-o às formas de criação estética relacionadas à combinação dos sons e que abrangem, no Ocidente, o amplo desenvolvimento de uma arte que, em seus aspectos mais característicos, teve início no fim da Idade Média.

Em outras palavras, música é a arte de combinar os sons.

A música oriental evoluiu de forma independente e com marcadas diferenças em relação à ocidental, mesmo depois da aproximação entre ambas, no final do século XIX. Como no Ocidente, a tradição religiosa marcou consideravelmente os gêneros e, indiretamente, os estilos de execução e composição. A música antiga japonesa, de instrumentos peculiares e tendências dramáticas, como no teatro Nô e Kabuki, aproximou-se notavelmente, no século XX, da música européia.

Música é a arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos. Em seus aspectos mais simples e primitivos, a música é manifestação folclórica, comum a quase todas as culturas: nesse caso, essencialmente anônima e apoiada na transmissão oral, espelha particularidades étnicas determinadas.

Com o fim do isolamento cultural que a geografia impôs à humanidade durante séculos e com a crescente urbanização, muitas tradições desse caráter estão ameaçadas de total desaparecimento. Historicamente, música popular era qualquer forma não folclórica muito difundida -- desde as canções dos menestréis medievais e trovadores até peças musicais de grande refinamento, originalmente compostas para uma pequena elite. Na era vitoriana e no início do século XX, era a música dos cabarés e vaudevilles, mais tarde substituída pelas canções-tema das peças musicais. Enquanto isso, as formas cultas da música ocidental pertencem a uma linhagem européia cuja origem remonta aos primórdios da civilização cristã.

Na prática, esses três grandes e diferentes universos estiveram sempre sujeitos à troca de influências. Basta recordar algumas canções de Schubert para perceber o quanto pode ser tênue a distinção entre a música culta e a folclórica. Se os elementos folclóricos se infiltram na tradição culta, também o oposto é verdadeiro. O alto grau de erudição musical em uma cultura influencia todos os níveis de criação.

Pode-se também afirmar que, em sentido mais amplo, a música folclórica poderia ser chamada popular, mas o uso associou o termo, atualmente, a uma produção mais efêmera e comercialmente bem-sucedida, divulgada através da indústria de entretenimento. Grande parte dessa música possui alta qualidade e sua produção envolve compositores, arranjadores e executantes profissionais, que tendem à especialização.

fonte: http://www.oliver.psc.br/musica/queemusica.htm