quem somos

Somos o grupo vocal da Paróquia São João Batista, de Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Nosso repertório está caucado na música sacra. Nossa residência é o próprio salão paroquial, onde realizamos nossos ensaios todas as quintas-feiras, das 19h30 às 21h00. Nosso intuito: fazer música, aprender, conviver, louvar e também nos divertir. Estamos aqui para fazer a diferença. E já começamos!!! Dê uma olhada aqui, fuce, bisbilhote, encontre. Seja bem-vindo ao nosso blog!

Vozear
Ao sábado ando por aí. Sem arames farpados disfarçados de tempo. Sem caminhos aforquilhados por entes indesejados. Ao sábado só faço o que quero. Por vezes, não faço nada. Decretei que este é o dia de mim. Porque o nada é tudo, quando me coíbem vontades e me algemam a decisões. Ando e oiço vozes que amo. Chilreios e gargalhadas de rir. Francas e leais. Ao sábado como arroz doce na Dona Perpétua. São gostos e prescrições rejeitadas. Amanhã, cumprirei o cerimonial. Farei tudo com mais exuberância e vozearei por aí que é sábado. E que urge ir a correr! Para lá. Onde todos seremos poucos.
Neste sábado, eu vou lá estar. Para bramir contra a miopia de quem já não discerne a realidade. Porque estão cada vez mais disformes, deselegantes e ferozes. Há portentos assim! Neste sábado, vou estar lá! A vozear desagrados e muitos desabrimentos. E só me calarei quando a voz começar a doer. Mesmo que em silêncio. Mesmo que ninguém me coiço. Sábado vou vozear!

(Paola)
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algumas palavras

Quando nos vimos pela primeira vez, houve estranhamento. Eram dezoito mais o maestro. Alguns já se conheciam, mas todos estavam ali por um motivo específico: cantar. No segundo encontro mais quórum e a possibilidade de perseverar. Começamos como quem não quer nada, vocalizando, brincando um pouco, vozeando. O repertório surgiu naturalmente e após muitas dicas e sugestões, fizemos nossa primeira apresentação. Em seguida a segunda. Julgavam os integrantes que não estavam preparados ainda. De fato, muita coisa havia para que o grupo encontrasse um primeiro equilíbrio. Mas cantamos mesmo assim, com a cara e a coragem. E quatro meses após isso somos mais de 30, um bom número, uma grande comunidade musical. Pessoas querem vir, sem coragem. Mas o tempo as trará. E mostrará que, não importa em que situação a música aconteça, ela sempre nos mostrará um caminho de luz e paz, sempre nos elevará ao ponto mais alto e mais brilhante da nossa existência.

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