A história da música sacra confunde-se com a história da música universal. Muitos dos grandes mestres da música fizeram obras para louvar e agradecer Nosso Senhor pelo dom que receberam, como J.S. Bach, W.A. Mozart e tantos outros.
Um dos mais antigos compositores da música
sacra que podemos citar foi S.Paulo de Tarso, apóstolo dos tempos de Cezar, que
compôs salmódias (cantos de salmo) com acompanhamento de Lira.
A música cristã tem sua origem nas catacumbas de Roma, sede
do catolicismo, em cujos obscuros corredores subterrâneos celebravam-se as missas. Naquela época, ser cristão
era um ato de bravura e coragem que, muitas vezes, era pago o próprio
sangue. (...)
No início do séc. 4, Constantino, Imperador
de Roma, converte-se ao catolicismo que, através do edito de Milão ( 313 ),
torna-se a religião oficial do Império Romano. A Igreja sai das catacumbas e
sobe à cidade que a perseguia.
A música sacra foi influenciada pelos gregos.
Fica fácil entender essa influência considerando-se os seguintes fatos históricos: os romanos conquistam a Grécia; os professores gregos são levados a
Roma para ensinar; a teoria musical grega é adotada na educação familiar Romana.
Precisamos levar em conta também que, na época de Paulo, o cristianismo começou a
dominar uma parte da elite culta: Panteno(morto em 190), Clemente(150-215) e
Orígenes(185-254) que conciliavam a filosofia grega com o
cristianismo.
Já era o tempo das Cruzadas. As missas eram
cantadas na mesma melodia (gregoriana) com notas naturais. A Igreja vai se
organizando e ganhando força e, junto, a música sacra. A Humanidade descobriu um
modo de recuperar a cultura greco-romana preservada no Império do Oriente:
Justiniano pede ajuda aos reinos do Ocidente para que expulsem os orientais que
estavam tomando o seu Império. Ao mesmo tempo que uma legião saia da Europa
ocidental com destino a Constantinopla, outra viria do Norte da África para a
Península Ibérica com os Mouros. Os Mouros trouxeram novos instrumentos -- como o
nosso violão (ou guitarra) e o alaúde -- que não foram usados na música sacra,
mas impressionaram nas execuções de melodias árabes cheias de
modulações.
"...A música enriqueceu-se, mas não evoluiu
pelo luxo e pela pompa". Essa impressão ficou guardada em suas mentes
e foi importante para a música universal.
No período barroco, muitos compositores, como
J.S. Bach, começaram a utilizar essas modulações. A principal mudança foi a
escala temperada: o semi tom, ou seja, as sete notas que tínhamos no canto
gregoriano (naturais) se tornaram doze (temperadas), graças aos acidentes, as
alterações e à divisão de comas que tornam dó# e réb com o mesmo som.
Isso tudo revolucionou a música universal e,
seguindo o mesmo caminho, a música sacra (principalmente na Alemanha).
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