De nossa coladoradora Rosely Pizzolotti
Música sacra, em sentido restrito (e mais usado), é a música erudita própria da tradição religiosa judaico-cristã. Em sentido mais amplo, a expressão é usada como sinônimo de música religiosa, que é a música dos cultos de quaisquer tradições religiosas.
A expressão foi cunhada pela primeira vez durante a Idade Média, quando se decidiu que deveria haver uma teoria musical distinta para a música das missas e a música do culto, e tem em sua forma mais antiga o canto gregoriano. A música sacra foi desenvolvida em todas as épocas da história da música ocidental, desde o Renascimento (Arcadelt, Des Près, Palestrina), passando pelo Barroco ( Vivaldi, Bach, Haendel), pelo Classicismo (Haydn, Mozart, Nunes Garcia), pelo Romantismo (Bruckner Gounod, César Frank, Saint-Saëns) e finalmente o Modernismo ( Panderecki, Amaral Vieira).
Natureza da música sacra
Argumenta-se que não há uma distinção precisa entre a música que expressa os sentimentos de natureza sagrada ou religiosa e a que expressa os demais. As obras sagradas de Bach são musicalmente similares às seculares. Mozart utilizou partes de suas composições religiosas em cantatas seculares e trechos de suas óperas para fins eclesiásticos. Uma missa também pode ser compilada somente a partir das composições seculares de Haydn.
Por outro lado, Santo Agostinho afirma que "Cantar uma vez é rezar duas" (em latim: Qui cantat, bis orat), sugerindo que há sim pensamentos e sensações que podem ser expressados pela música nos quais uma oração se oferece, separada das palavras da própria oração.
Ao contrário de artes como pintura e escultura, a Música não representa objetos físicos e é independente do pensamento proposicional. Assim, ela pode levar as emoções humanas a lugares que outras obras de arte não conseguem, um prospecto de fuga da existência mundana. Música também é apropriada para o caráter de sacrifício do culto, particularmente na tradição cristã, sendo uma oferenda a Deus. A música é uma maneira de permitir que um grande número de fiéis formem uma efetiva comunhão, expressando sua fé e sua oferenda juntos, em público. Finalmente, a música também tem um papel evangelizador de atrair aqueles cujo entusiasmo pelos assuntos religiosos não é suficiente por si só. [1]
Música no cristianismo primitivo
O cristianismo começou como uma pequena e perseguida seita judaica. A princípio, não houve ruptura com a fé judaica e os cristãos ainda iam às sinagogas e ao Templo de Jerusalém, assim como Cristo tinha feito, e, presumivelmente, ainda mantinham as mesmas tradições musicais em seus encontros privativos. O único registro de música comunal nos Evangelhos é no último encontro entre os discípulos antes da crucificação de Jesus [Mateus 26:30].
Fora dos Evangelhos, há uma referência a São Paulo encorajando os efésios e os colossenses a usarem salmos, hinos e músicas espirituais [ Efésios 5:19 e Colossenses 3:16].
Posteriormente, há uma referência em Plínio, que escreve para o Imperador Trajano (r. 61-113) pedindo conselhos sobre o que fazer com os cristãos da Bitínia e descreve a prática que eles tinham de se encontrar antes do nascer-do-sol e repetir, antifonalmente, "um hino para Cristo, como se fosse para Deus". A salmódia antifonal é a música cantada ou tocada de forma alternada por grupos distintos. A estrutura simétrica dos salmos hebreus torna possível que este método antifonal tenha originado os serviços litúrgicos dos antigos israelenses. De acordo com o historiador Sócrates Escolático, a introdução deste tipo de canto no culto cristão se deu por causa de Inácio de Antioquia (m. 107) que, numa visão, descreveu os anjos cantando em coros alternados. [2]
O uso de instrumentos na música do cristianismo primitivo, no final do século IV e início do V, parece não ter tido boa recepção. Tradicionalmente, acredita-se que a adoção do órgão se deu no tempo do Papa Vitaliano, no século VII.
[1] Oxford Companion to Music, article 'Church Music'
[2] Schaff and Wace, book VI, chapter VIII, vol 2, p 144
fonte: Wikipédia - Música Sacra
quem somos
Somos o grupo vocal da Paróquia São João Batista, de Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Nosso repertório está caucado na música sacra. Nossa residência é o próprio salão paroquial, onde realizamos nossos ensaios todas as quintas-feiras, das 19h30 às 21h00. Nosso intuito: fazer música, aprender, conviver, louvar e também nos divertir. Estamos aqui para fazer a diferença. E já começamos!!! Dê uma olhada aqui, fuce, bisbilhote, encontre. Seja bem-vindo ao nosso blog!
Vozear
Ao sábado ando por aí. Sem arames farpados disfarçados de tempo. Sem caminhos aforquilhados por entes indesejados. Ao sábado só faço o que quero. Por vezes, não faço nada. Decretei que este é o dia de mim. Porque o nada é tudo, quando me coíbem vontades e me algemam a decisões. Ando e oiço vozes que amo. Chilreios e gargalhadas de rir. Francas e leais. Ao sábado como arroz doce na Dona Perpétua. São gostos e prescrições rejeitadas. Amanhã, cumprirei o cerimonial. Farei tudo com mais exuberância e vozearei por aí que é sábado. E que urge ir a correr! Para lá. Onde todos seremos poucos.
Neste sábado, eu vou lá estar. Para bramir contra a miopia de quem já não discerne a realidade. Porque estão cada vez mais disformes, deselegantes e ferozes. Há portentos assim! Neste sábado, vou estar lá! A vozear desagrados e muitos desabrimentos. E só me calarei quando a voz começar a doer. Mesmo que em silêncio. Mesmo que ninguém me coiço. Sábado vou vozear!
(Paola)
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